Sorteados e doações da promoção conjunta BR-Linux e Efetividade

Saiu o resultado da “Promoção: Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!“, realizada pelos sites BR-Linux e do Efetividade.net. O objetivo da promoção foi divulgar a idéia das contribuições individuais aos projetos que usamos no dia-a-dia. Os blogues acima, que promoveram o concurso, farão uma doação de US$ 700 à Wikipédia e ao Creative Commons, que obteve 38% dos votos dos participantes.

Os brindes, um Eee , mochila Targus Pen drives, camisetas, entre outros, foram oferecidos pelo BR-Linux , pelo Efetividade, pela Red Bug e pela Handcase . Entre os participantes sorteados estou euzinha, hehe. E com o número 22, que é o dia do meu aniversário: “22. 1 camiseta geek oferecida pela Red Bug: DENISE RANGEL (drang.com.br)”. Confira a lista dos felizardos.

Parabéns a todos que participaram e ajudaram a disseminar a idéia de estimular doações espontâneas a projetos que nos são úteis no dia-a-dia em nossos blogues e sites.

Imagem: Estampa de Camiseta Red Bug

O dia em que ‘perdi’ minha filha no supermercado

A Ana Paula, do Colorida vida, contou a experiência por que passou, ao perder a filha no shopping, durante as compras. Ela se julga irresponsável e a pior mãe do mundo. E lança o desafio para os que pensam em execrá-la: “Quem nunca errou que jogue a primeira pedra.”

Pois bem, querida Ana, não se exaspere. Eu também ‘perdi’ minha filha, que aliás é sua xará, dentro do supermercado, quando ela era bem pequenina, com menos de dois anos. Talvez seja inexperiência de mãe de primeira viagem, ou auto-confiança demais, sei lá, mas o fato é que muita gente já passou por esta experiência. E a minha não foi diferente da sua. Foram poucos minutos intermináveis até que uma funcionária do supermercado chamou-a pelo auto-falante e, pasmem, ela veio até a frente da loja! Quase tive outro filho ali mesmo, hehe. Agora a gente até ri, mas na hora, é uma angústia sem tamanho.

Tempos depois, apareceu uma moda de as mães prenderem seus filhos em correias, como cãezinhos, puxados pelo dono. Muita gente achou um absurdo, mas eu, intimamente, compreendia bem o que aquela correia significava. Um cordão umbilical artificial. Nunca mais larguei a mão de meus filhos, e, mesmo depois de grandes, quando saíamos juntos, apertava as mãozinhas deles com força. E o hábito foi herdado por minha filha, a Ana Paula, que eu ‘perdi’ no mercado. Ela não larga a mão da Princesinha de jeito nenhum. Hoje em dia, os mercados têm aqueles carrinhos coloridos que mantêm a criança presa ao carrinho de compras. O difícil é elas quererem ficar lá. Querem correr entre os corredores.

Então, minha querida Ana Paula, não se exaspere. “Quem nunca errou, que jogue a primeira pedra…”

Imagem: Fotopg

Powered by Zoundry Raven

Technorati : , , ,

Bush autoriza execução de soldado

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, autorizou na segunda-feira a execução da pena de morte contra o soldado Ronald Gray, condenado por estupro e homicídio. A corte marcial do quartel Fort Bragg, na Carolina do orte, condenou Gray por dois homicídios, uma tentativa de homicídio e dois estupros ocorridos em 1986 e 1987. A pena foi aprovada pela Justiça da Carolina do Norte, e Gray está no corredor da morte numa prisão militar do Kansas desde abril de 1988.

Reuters Brasil

Vejam só. Eu não sou a favor da pena de morte. Acredito que prisão perpétua já seria um castigo merecido. Mas, com tanta violência neste mundo, a gente acaba não esboçando reação de revolta quando um criminoso é executado. Parece que a lei mosaica “olho por olho, dente por dente” é mais atual do que se imagina. Os Estados Unidos ocupam o 5º lugar no ranking dos países que mais executam seus condenados. Em primeiro lugar está a China, seguida por Irã e Arábia Saudita. No Brasil nem precisa de lei: as execuções sumárias viraram rotina por aqui.

Deixando a hipocrisia de lado, admitamos: desejamos punir com a morte quem comete atrocidades? Embora a maioria de nós afirme que não teria coragem de matar outro ser humano, em momentos de grande comoção e revolta, principalmente se a vítima do criminoso for alguém que amamos, temos ímpetos de vingança e desejo de que o causador de tamanha dor pague com a vida tanta injustiça e sofrimento.

Eu mesma desejei muito que o assassino de meu filho morresse também. Não se escandalizem. Se seu filho sofresse a mesma violência, você provavelmente também se sentiria assim. É claro que eu já perdoei. Não que eu seja boazinha ou virtuosa, mas pedi muito a Deus que me desse a graça do perdão. E hoje estou em paz com meu espírito. Mas, confesso que, quando eu soube que o policial que o executou havia sido morto também, senti algo esquisito que não sabia descrever o que era. Minha filha me disse: “é porque ele também tem mãe…”

Quando presenciei a execução de Saddam, percebi que a vingança é algo deprimente. Matar o condenado nos torna tão assassinos quanto ele. E voltando à notícia, fico imaginando tudo o que deve ter acontecido a este condenado nestes 20 anos. A longa espera no corredor da morte deve ser castigo maior que a própria morte.

imagem: Free Fotolog

Technorati Tags: , , , , ,

Eu preciso mesmo ser “verde”?

Esta é uma pergunta que devemos fazer a nós mesmos. Escolher entre ser verde ou não em sua compras. Diante da crise ambiental do planeta, das alterações climáticas, da poluição, da extinção das espécies, do desmatamento, que diferença faz as escolhas que fazemos?

É simples: as escolhas que fazemos são importantes e servem de exemplo para que outros ao nosso redor sigam as mesmas atitudes e, logo, começaremos a ver a diferença. Mesmo que seja para acompanhar as tendências, usar uma sacola sustentável, comer uma alimentação mais saudável, escolher objetos, roupas e móveis de baixo impacto ambiental, são atitudes cada vez mais freqüentes, seja por consciência ecológica, seja por modismo, não importa, desde que o ambiente seja poupado.

Quando os supermercados e shoppings perceberem que precisam investir mais em produtos verdes, oferecendo variedade de alimentos e objetos de consumo de menor impacto ambiental, então, os consumidores serão levados a mudar seu comportamento e, assim, coletivamente, faremos a diferença. Não tem cabimento o consumidor ter de “caçar” os produtos sustentáveis ao ir fazer suas compras. Estes têm de estar bem à vista, ao alcance das pessoas. O que vemos nas vitrines e prateleiras são biscoitos recheados com gordura hidrogenada, aparelhos eletrônicos e outros produtos que incentivam o consumidor a comprar impulsivamente.

Consumismo e comportamento, juntos, podem definir o que nós mesmos desejamos atingir no esforço para ser verde. O ideal seria se consumíssemos menos e consumíssemos melhor. E , se a nossa atitude influenciar mais pessoas, tanto melhor ainda. Se alguém passa a chegar ao trabalho de bicicleta, ou de moto, por exemplo, ou se comprou um carro híbrido a fim de reduzir significativamente o consumo de combustível e as emissões de um automóvel movido a gasolina, as outras pessoas podem, ao ver tais mudanças, pensar que é muito interessante esta atitude e comecem, elas também, a desejar mudanças em seus hábitos. Então poderemos ver a diferença.

E o mercado, por sua vez, acompanharia esta mudança de mentalidade de seu consumidores, porque as pessoas estariam comprando produtos mais verdes. É uma mudança lenta e difícil, principalmente se o público consumidor tiver um alto poder aquisitivo e, para alguns, infelizmente, tais mudanças afetarem sua imagem, pois, para eles, o mais importante é ostentar riqueza, em vez de ter atitudes que sejam uma solução para o problema ambiental e para ele também.

É bem verdade que a imagem luxuosa de celebridades usando produtos ecologicamente corretos influencia mais pessoas a mudarem seus hábitos. E produtos considerados caros e exclusivos tornam-se populares e amplamente disponíveis. Se o consumo de produtos orgânicos é associado à imagem de pessoas inteligentes, bonitas, saudáveis, o ser humano, sempre guiado pelo exemplo, é induzido a consumi-los também. E, à medida que mais pessoas passem a comprar alimentos orgânicos, por exemplo, mais investimentos podem ser feitos a fim de que se obtenham mais produtos de qualidade disponíveis no mercado.

É óbvio que tem de haver um compromisso se quisermos viver uma vida realmente de baixo impacto ambiental. Temos de abrir mão daquilo que desejamos ter e resistir à tentação de adquirir aquele novo modelo de equipamento e descartar o nosso usado, embora funcionando perfeitamente. Ter de trocar nosso estilo de vida para uma versão mais verde requer muito mais que comportamento, exige conscientização real.

Voltamos à pergunta: nós realmente precisamos fazer estas mudanças? Muitos ambientalistas defendem a idéia de que não temos mais escolha. Temos de nos comportar de maneira diferente se quisermos enfrentar os desafios do novo século. E comprar verde é o primeiro passo no caminho dessas mudanças. Principalmente porque já estamos vendo as conseqüências de não optarmos por uma vida mais verde: as alterações climáticas.

Evidentemente, o consumidor quer ter vantagem em tudo. E, providencialmente, com o aumento do preço do petróleo, optar por alternativas mais verdes, torna-se a opção mais barata. Da mesma forma que os preços dos fertilizantes químicos aumentam, a opção por alimentos orgânicos torna-se natural. A produção biológica pode utilizar até 26 por cento menos energia que a agricultura convencional. Então, a simples dinâmica do mercado pode ajudar os consumidores a mudanças para gerar menos poluentes no ambiente.

Quando os seres humanos perceberem que o verde é a opção mais viável, e começarem a se envolver em campanhas contra sacolas plásticas, contra combustíveis fósseis, contra depredação dos recursos naturais, teremos uma sociedade cada vez mais envolvida na questão ambiental e poderemos, então, ver uma enorme mudança de comportamento.

Imagem: Free digitalphotos

RSS FEED

Powered by Zoundry Raven

Technorati : , , , , , , ,

Next Page →