Pedras que choram
O próprio Zeus, na mitologia grega, compadeceu-se do pranto de Níobe, cujos sete filhos e sete filhas foram mortos. Zeus, diz a lenda, transformou-a numa rocha que verte água. Foi a forma encontrada pelos antigos para simbolizar a dor sem nome. Mães que perdem filhos assassinados são pedras que choram.
Como lidar com o luto?
Só você sabe o que esta perda representou para você, portanto respeite-a. Se você entender o seu ritmo e seus limites para enfrentar a adaptação a esta perda, você irá lentamente se organizando diante deste sofrimento.
Esta dor é para sempre?
De certa forma sim, porque um vínculo com um filho é único e para sempre, mesmo que a distância. O que acontece é que a ferida aberta passa aos poucos a cicatrizar-se, mas nunca se apagará. Você irá se alimentar desta dor por muito tempo, mas aos poucos irá perceber-se divertindo-se, produzindo, trabalhando, enfim, vivendo novamente, mas não será a mesma pessoa de antes, pois esta experiência fará você rever uma série de valores, crenças e comportamentos.
No que se refere à religiosidade
É possível que você “brigue” com Deus por um tempo. Fique tranquilo, pois aos poucos você poderá rever esta questão , seus valores e crenças religiosas que foram sacudidos pela experiência de perda.
Faça aquilo que você pode e aquilo que faz sentido para você. Fique atento para as situações ou atividades que são prazerosas para você. Fazer algo agradável não faz você esquecer sua dor e a falta da pessoa que você perdeu, mas oferece energia para enfrentar momentos mais difíceis.
Luto é uma reconstrução
É um processo que leva mais tempo do que em geral supomos; você pode observar períodos melhores e piores, mudanças nas pessoas enlutadas, uma aparente regressão “quando tudo ia tão bem”.
Não espere um processo contínuo e linear, as oscilações vão ocorrer. A pessoa enlutada não vai “voltar a ser o que era”. Ela estará construindo uma nova identidade, novas crenças, novos sonhos. O luto é o caminho para uma nova etapa de vida.
extraído de: http://www.4estacoes.com/para_pais.asp
Sábias palavras. Eu estava me sentindo confusa, pois, por mais que eu me envolva em atividades ou projetos agradáveis, não esqueço a dor e a falta que ele me faz. Mas isto é natural. Não posso voltar a ser o que eu era, mas posso sim, tornar-me uma pessoa melhor, pois meus valores e crenças estão sendo postos à prova. E eu tenho duas opções: ser uma pessoa amarga e infeliz, ou ser uma pessoa forte e reconstruída, reerguida, com a fé em Deus e a força dos amigos. Parece que estou tendo uma recaída. Parece, mas não vou desistir. Vou lutar para ser feliz. Por ele e para ele.
Imagem: Dennis Hill – FreeFhotos
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Tags: luto, mãe-órfã, reagir à dor
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June 30th, 2008 at 11:14 am
Oi Denise, gostei muito do seu post por me fazer voltar no tempo. Lembro quando perdi meus pais, de uma forma estupida e estranha. Eu tinha um jogo decisivo, era final do basquete e tinha que ser o meu melhor jogo. Meus pais sempre assistiam e eu confesso que procurei por eles nas arquibancadas e achei estranho não vê-los lá. Estava concentrada no jogo, era importante para o time e para mim também.
O técnico soube do acidente com eles no meio da partida, mas só deixou me contarem ao final do jogo, que nós vencemos. Nunca mais consegui jogar basquete depois daquele dia. Muita coisa mudou de repente. Eu entrei em depressão e as coisas foram seguindo um caminho diferente que eu simplesmente não percebi, fui percebi anos depois com a terapia. A sensação que eu tenho é que passei anos da minha vida fazendo algo sem perceber realmente que estava fazendo. É estranho como a dor da perda de alguém nos atropela e é mais estranho ainda quando a gente desperta daquele estado de letargia e percebe que está vivo e não pode ignorar esse fato.
Bem, é isso. Beijos a você e boa semana…
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June 30th, 2008 at 12:51 pm
DE,
e nós aqui. Firmes na parada, juntinhos com voce!
Beijo, menina
ps: Cê perdeu. O lançto do livro do Caco, estava supimpa(epa! essa expressão é do meu tempo, não do seu)
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June 30th, 2008 at 4:51 pm
Lunna, demora um pouco para a gente perceber que a vida continua, e que gostaríamos que o tempo parasse um pouco antes, não é mesmo. Mas a própria vida e o tempo se encarregam de nos acordar. Estamos vivos e não podemos ignorar este fato. Muita coisa mudou e não vai voltar a ser como antes, mas a fé de que é possível viver apesar de tudo, esta é o alimento de que precisamos para não desistir.
beijo, menina
Valter, vocês não vão contar como foi a festança? Onde estão os posts e as fotos? Quero ver tudo, hehe.Obrigada pela força.
abraço, garoto
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