‘Mas, acontece que eu sou triste’
Muitos fizeram a retrospectiva do ano que terminou. Fico pensando se o que fizemos foi útil, se serviu para ajudar as pessoas. Ou se as ações visaram apenas ao bem estar próprio. Refleti sobre o que estamos fazendo no sentido de tornar a vida dos outros melhor e mais feliz.
Será que o que realizamos neste ano que passou foi o melhor que pudemos fazer? Indignamo-nos diante das atrocidades que presenciamos o ano inteiro. Mas, estivemos voltados para nosso umbigo ou nos importamos um pouco com o próximo?
Relatar nossas conquistas, relembrar nossas vitórias é realmente muito compensador. Ser grato pelo que Deus nos proporcionou é edificante para nossa fé. No entanto, devíamos fazer uma reflexão sobre o que podemos fazer para ter aquele mundo melhor, que tanto desejamos em nossos votos de feliz ano novo. Não apenas um mundo melhor para nós e nossa família e amigos queridos, mas, um mundo em que a felicidade está diretamente ligada a Deus e ao próximo.
Foi isto que Ele nos ensinou: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo, com a nós mesmos. Quando fazemos alguém feliz, nossa felicidade vem por conseqüência. Pude perceber isto quando troquei o ódio pela palavra branda que “desvia o furor”. Este ano quero intensificar minhas preces, para que Deus nos torne imbuídos deste sentimento de amor e solidariedade.
Mas, como afirmei no início deste post, muitos fazem o balanço de suas realizações no ano que finda, e, com certeza, é muito gratificante perceber que fomos capazes de cumprir metas. E eu, também, é claro, fiquei analisando minha trajetória e percebi que, na verdade, também consegui fazer coisas que há anos vinha perseguindo sem êxito. E vi que minha listinha também teve muitos momentos-umbigo, e que preciso fazer mais em prol da felicidade alheia.
Na vida pessoal, tomei decisões esquisitas, como extrair um sinal de nascença, no rosto que , na verdade, nunca me incomodara. Era tão parte de mim, que ninguém percebeu a ausência dele. Também percebi que há anos não usava vestido ou saia, e mantinha o cabelo joãozinho. Repentinamente vi-me comprando vestidos e sentindo-me tão estranha dentro deles. O cabelo também está crescendo, após quase dez anos com ele bem curtinho. Excêntrica?
Outra esquisitice minha era nunca visitar minha irmã em São Paulo, pois ela sempre vem passar os feriados aqui no Rio. Toda a família vai regularmente visitá-la. Exceto eu. Em quase dez anos, jamais a visitara. Falamo-nos regularmente por telefone e nos vemos freqüentemente, sempre aqui no Rio. Mas, este ano, fiz a primeira visita à casa dela. Foi algo bem impulsivo, decidido assim, de repente. E percebi o quanto ela sente minha falta. Egoísta?
Outra coisa que eu achava esquisitíssima era encontro de blogueiros. Até cheguei a ser convidada para participar de dois deles. Mas minha timidez inicial, quando encontro pessoas que não conheço pessoalmente, não foi vencida; e saí destes dois encontros com um ou dois contatos que permaneceram até hoje. Os outros, perdi de vista. Mas, este ano, excepcionalmente, participei de um encontro de blogueiros, e parecia que já nos conhecíamos há tempos. Timidez? Nenhuma. Dupla personalidade?
Bem, fiz outras coisas muito esquisitas este ano, mas, no fim das contas, o saldo não foi tão positivo assim, pois continuo dentro do casulo que construí para mim. Talvez ainda demore para que uma linda borboleta rompa a seda e volte a voar pelos jardins coloridos da vida. Por enquanto, parafraseando Vinicius de Moraes: “é claro que a vida é boa, e a alegria, a única indizível emoção; e tenho tudo para ser feliz. Mas acontece que eu sou triste…”
imagem daqui
Leia mais:
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Pois é meu bem, fazer alguém feliz, nos faz felizes.
Mas, também não podemos fazer alguém felizes se nos sentirmos infelizes.
Ninguém pode dar o que não tem.
Acho que todas as suas mudanças, mostra apenas que pode ousar, que lhe é permitido ousar.
Pensar no próximo é muito gostoso, mas olhe-se sempre antes, para ver se está dando algo que vale a pena.
O ano novo sempre nos promete coisas boas, mas não vem do nada, depende de nós conquistar e viver as coisas boas.
Beijos renovados.
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Não consegui abrir a caixa de comentários da Ana Paula, mas mesmo atrasada, vim deixar um beijo à ela, embora tenha visto o post no dia mesmo.
O bem me mostrou lá na casa dos meninos, mas estava sem acessar comentários.
Que Deus a abençoe todos os dias, que lhe dê tudo que desejar, e que possa ser feliz todos os dias ao lado de sua princesa.
beijos às tres.
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Denise querida, nada como fazer um levantamento de nossa vida. Você deve estar na fase de mudança de ciclo e isso é bom. Desejo para você muita felicidade neste ano recém iniciado. Beijocas carinhosas e vamos nos ver.
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Verdade querida…esse teu pensamento me faz pensar tb! Quando fazemos as outras pessoas felizes nos sentimos bem!!
beijocas minhas
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É quase sempre assim: ao olharmos o passado, sentimos dor pelas perdas ou culpa pelo que não fizemos ou fizemos mal. Às vezes, ao contrário, experimentamos sadio orgulho e alegria pelas conquistas, pois elas existiram. Se olharmos demasiadamente para o futuro, o resultado é medo e ansiedade. Medo de não conseguir os objetivos e ansiedade pela pressa em resultados. Também podemos ser tomados de fé e de energia, força para o trabalho e esperança nas conquistas. No presente, temos o hoje, o aqui e o agora, cuja vivência somente será plena de tivermos consciência de nosso poder e controle de nossas ações. Viver em plenitude é o que lhe desejo neste limiar de 2008. Saudações.
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Eu não acho que Vinícius seja Deus. Não o tenha ao pé da letra. Tristeza tem fim e felicidade pode ser duradoura. Tudo é relativo. E é nossa energia interna que nos leva à frente, a enfrentar os desafios à medida que a coragem e a maturidade nos chegam. E, ao conhecê-la – mesmo que rapidamente – você me passou ser uma pessoa com muita energia e discernimento. Isso sim o que importa. Alegre 2008. Beijos felizes.
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Denise, olá menina triste. Também sou entristecido, mas isso não muda coisa alguma. A essência sim, é o que importa. E a disposição em querer fazer o bem. Nisso voce está bem à frente. E vontade de mudar, já é um sintoma de mudança.
Beijo, menina
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Denise, fazer o bem só faz bem. Precisamos sempre insistir nisso, reafirmando a nossa vontade de sermos melhores a cada dia. Passei para agradecer o seu gentil comentário postado no APOIO. Muito Obrigado.
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Denise, gostei muito do seu depoimento. Faz bem, e anima.
Tudo de bom pra vocês neste Ano Novo.
Baijos
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Em tempo. Excelentes entrevistada e entrevistador. Meus parabéns.
Abraços
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Querida Denise,
que belo depoimento, claras conclusões e firme conhecimento de você [nem todos conseguem "se ver" tão bem].
O casulo sempre será nosso abrigo, sair dele faz parte do crescimento e mesmo quando estamos felizes para lá voltamos, a tristeza existe mas vai embora no momento que começarmos a sentir a doce saudade, lembranças suaves que jamais nos abandonam e até alegram nossos dias.
Felizes sejam todos os seus momentos querida e obrigada pela presença “real”, adorei, sabia? rss
beijos
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Acontece que somos todos um pouco tristes.
É como disse Lispector: “Quê há de se fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só?”
Adorei teu blog, magnífico!
Beijo grande.
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Pessoal querido, agradeço a todos as boas e sábias palavras. Na verdade, todos estamos em transformação constante. Minha tristeza não é depressiva nem doentia, apenas a frustração pelo que não pude fazer pelos que já perdi. Com certeza, minha alegria e felicidade dependem de minha fé em Deus e no amor ao próximo. Beijos e abraços em todos vocês, meninas e garotos
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Denise, q em 2008 mais estranhezas aconteçam. Pq elas dão sabor diferente à vida, né? Um grande beijo pra vc!
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[...] & Afins: 2007 – Pensar Enlouquece, Pense Nisso! Eu tive um sonho – O Pensador Selvagem ‘Mas, acontece que eu sou triste’ – Sturm und drang! Vai um bife clonado? – Lino Resende Uma foto 3×4 todo ano – Eu Podia Tá Matando [...]
Querida, a maioria, só reclama da rotina, quando vão se referi ao casamento, porém, todos vivemos de rotina, alguns percebem a rotina cansativa que se tornou a vida deles, o caminho percorrido, e também aquele a percorrer, e variavelmente, alguns mudam, outros desejam, porém, permanecem na rotina de sempre.
Não faço promessas de ano novo, porque, não gosto de ficar devendo, e promessa é dívida, assim, começar o ano devendo, não é uma boa meta!!!
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