A luz apagou

Em 17 de agosto de 1987, o Jornal do Brasil registrou esta notícia:

O maior poeta brasileiro morreu aos 84 anos de insuficiência respiratória. Sua morte não surpreendeu seus amigos mais íntimos, que o viram muito abatido depois da morte de sua filha, doze dias antes. O câncer ósseo levou Maria Julieta e tirou do poeta a vontade de viver.

Carlos Drummond de Andrade, o escritor mais amado e respeitado de seu tempo em seu país, o poeta que um dia escreveu: “E agora José? / A festa acabou,/ A luz apagou, O povo sumiu, / A noite esfriou”. Um homem desiludido com o mundo. Injustamente rigoroso no julgamento da obra que produziu. Sentia descrença e desilusão. Lamentava que as novas gerações não tenham mais os estímulos intelectuais que havia até trinta ou quarenta anos passados.

“Os tempos estão ruins. É um fenômeno universal, uma espécie de deterioração dos conceitos e do sentimento estético. Em qualquer país do mundo é a mesma porcaria. É a massificação dos meios de comunicação, tudo ficou igual no mundo inteiro”

É, meu querido poeta, nada mudou… A luz apagou…

fonte: JB

Related Posts with Thumbnails
Gostou deste post? Assine nosso RSS Feed.
AddThis Social Bookmark Button


© Sturm und drang! A cópia não autorizada é proibida.



Leia também:

Você pode seguir todas as respostas a esta entrada através do feed.

You can skip to the end and leave a response. Pinging is currently not allowed.

4 Comentários em “A luz apagou”

  1. Quando alguém sente esse cansaço da vida, desilusão, e entrega os pontos. O melhor mesmo é apagar as luzes.
    Diferentemente do caso dele, o ideal é apagar as luzes para readquirir forças, que não seja um apagar eterno.
    Beijos linda e bom fim de semana.
    beije e aperte muito sua princesinha.

    Responda este comentário

  2. Denise, tinha esquecido esse detalhe da morte da filha dele. Saudades. Beijocas

    Responda este comentário

  3. Denise,
    ontem vi na televisão as homenagens ao poeta, vim aqui hoje e li seu bonito post. Escrevi também umas linhas lá na minha casa.Drummond é marcante, encantador, motivo, enfim, é grande demais.Eu que perdi meu pai aos 8 anos, sou uma eterna carente da figura paterna e acho lindo demais o amor dele pela filha Julieta.Um beijo para vc, gosto muito de vc, bela noite de sábado e domingo!Vivi Amorim.

    Responda este comentário

  4. Aninha, você disse bem, que não seja um apagar eterno. Talvez porque ele não tivesse mais a sua Princesinha para continuar lutando, preferiu segui-la…
    Yvone, eu também ignorava esta dor do Drummond…
    Vivi,compreendemos a dor do outro, quando a temos também. obrigada, querida, também gosto muito de você.
    beijos,meninas queridas!

    Responda este comentário

Deixe um comentário.