A bruxa do 71

Ana chegou à portaria do prédio de sua mãe e, dirigindo-se ao porteiro, perguntou se havia alguma correspondência. Ao ouvir o número do apartamento, a bruxa do 71, que estava de papo na portaria, começou:
- Eu queria mesmo falar com vocês do barulho lá de cima. Eu não consegui dormir esta noite. Cinco e meia da manhã e uma barulheira terrível, coisas caindo pelo chão. Eu já ia até falar com o síndico para tomar uma providência!
Ana, então, já sabendo da famosa rabujice da velha, retrucou:
- Eu dormi esta noite aqui, na casa de minha mãe e não ouvi barulho nenhum. Dormimos até as oito da manhã. Minha mãe mora sozinha e não incomoda ninguém.
A bruxa do 71 então, calou-se, e Ana subiu ao apartamento de sua mãe, onde contou-lhe o ocorrido. A mãe ficou uma fera! Pegou o interfone e falou com o porteiro:
- Pode me ligar com o apartamento do síndico, por favor?
- Ele não está, acabou de sair.
- Essa louca aí em baixo está falando que faço barulho no apartamento! Eu moro sozinha, não incomodo ninguém! Como ela vai dizer para minha filha que faço barulho a noite inteira? Quer me comprometer? O que minha filha vai pensar de mim?
- Sabe, Ana, se ela vier falar comigo, vou dizer que o barulho que ela ouve à noite deve ser o fantasma de meu ex-marido. Eu já ando descalça no chão frio, ou de meia, justamente para não incomodar. Ouço tevê em volume baixo para não atrapalhar o sono dos outros, e vem essa bruxa do 71 dizer que faço barulho a noite inteira! Louca!
Por fim, achou melhor deixar a raiva passar e entendeu que não valia a pena perder a cabeça por tão pouco. Ainda bem que Ana dormira na casa da mãe aquela noite e pôde constatar que a velha do 71 é que anda ouvindo coisas. E que sua santa mãezinha não anda fazendo estrepolias à noite… Que pena…
imagem daqui
Capelinha de melão…
Ah, ah, ah, ah! Mas eu tô rindo à toa!
Olha a Princesinha dançando!
Capelinha de melão
é de São João
é de cravo , é de rsa,
é de manjericão
São João está dormindo,
não acorda, não
Acordai! Acordai!
Acordai, João!
(Esse João deve ser surdo…)
Ah, ah, ah, ah! Mas eu continuo rindo à toa!
O fascinante mundo da leitura
Meu @migo Lord Ricardo me pediu que revelasse os cinco livros que mais me agradaram. Depois deverei escolher cinco amigos que farão o mesmo, se o desejarem. Bem, durante toda minha vida tenho lido. Sempre enfurnada em bibliotecas e livrarias. Primeiro por prazer, e, depois, por força da profissão. Mas não vou citar, aqui, livros ditos cabeça , mas aqueles que me conscientizaram, ainda bem menina, da força que a leitura exerce sobre nós.
Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, foi um dos livros que me fizeram chorar intensamente. Eu era uma menina ainda e envolvi-me com a história de Zezé e sua relação com um pé de laranja lima e sua descoberta, de como é ser gente grande muito antes do tempo. Quando ele perde um amigo a quem se apegara muito, chorei junto com ele. Uma dor tão grande que parecia ser real a história que eu lera e vivenciava.
Floradas na serra, de Dinah silveira de Queiróz, outro livro que me emocionou, retrata as angústias e expectativas de um grupo de tuberculosos internados em um sanatório em Campos do Jordão, numa época em que a doença era conhecida como a "peste branca" e ainda provocava inúmeras mortes. Neste ambiente dramático, onde a proximidade entre a morte e a esperança de cura acentua as melhores - e piores - qualidades do ser humano, Dinah cria uma história de amor, intriga, superação e dor. Eu sofria junto com a personagem Lucília, torcia para que se curasse e pudesse ser feliz com seu amor.
Angústia, de Graciliano Ramos também me impressionou bastante. Relata as frustrações de um funcionário público num ritmo rápido, e a raiva que tinha por um rival. Quando este voltava para casa, após várias considerações e pensamentos difusos, Luís da Silva, o funcionário público, acaba estrangulando-o com uma corda. Atordoado e com medo, volta para casa e é tomado por uma forte febre que produz alucinações, imagens e lembranças que o perturbam. A narrativa do livro tem início quando ele desperta do torpor. Não consegui separar a realidade da alucinação: não sei se o matou de verdade ou apenas em sua mente. Angústia é um livro forte, e com uma narrativa psicológica densa. Angustiei-me junto com ele.
Memórias do Cárcere, também de Graciliano Ramos, narra acontecimentos de sua vida e de outras pessoas que estiveram presas durante o Estado Novo. A narrativa é amarga, mas sem exageros ou invenções, nessa obra Graciliano Ramos é fiel aos acontecimentos. O livro é o testemunho da realidade nua e crua de quem viveu em porões imundos, sofreu com torturas e privações provocadas por um regime ditatorial. É um discurso psicológico, e, ao mesmo tempo, um documentário; uma denúncia dos horrores vividos por Graciliano naquela época. Afligia-me saber que aquela história não era uma ficção. Meu Deus, era real!
Eu, robot, de Isaac Asimov, iniciou-me neste gênero fascinante e que é o meu preferido até hoje: a ficção científica. Embora eu soubesse das normas que regiam as Leis da Robótica de Asimov: "1. Um robô não pode fazer mal a um ser humano nem, por inação, permitir que algum mal lhe aconteça. 2. Um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a primeira lei. 3. Um robô deve proteger sua integridade física, exceto quando isto contrariar a primeira ou a segunda lei." , eu via os robôs como uma ameaça, e morria de medo deles. Aliás, até hoje, tenho pavor de robôs, embora fascinada por eles. Asimov explora com grande habilidade as implicações lógicas e éticas de suas leis da robótica, e estes contos funcionam ao mesmo tempo como desafio mental (o leitor fica tentando descobrir a solução dos mistérios apresentados) e como crítica comportamental.
Bem, eram só cinco? Então aí estão. Convido meus @migos abaixo a também fazerem suas listas, se assim o desejarem:
Afonso, de O Chato
Carlos Emerson, de Blog do Cejunior
Clarice, de Garganta Seca
Allan, de Carta da Itália
Vivi, de Vivendo com Vivi
Espero que se divirtam, como eu me diverti! Bem, Lord, missão cumprida!
Seu óleo vegetal usado pode virar sabão
A empresa Disque Óleo Vegetal Usado recolhe o seu óleo de cozinha usado para fazer sabão. Basta armazenar o óleo em garrafas pet de 2 litros (ou latas) e, quando tiver 3 garrafas cheias, ligar para o Disque Óleo, solicitando a retirada.
Se despejado no ralo, o óleo de cozinha usado torna-se um grande poluidor, facilita o entupimento dos canos, mesmo os mais largos, e exige gastos maiores na rede de tratamento de esgotos para decantá-lo.
A saída é a reciclagem e, agora, está ao alcance de todos. Você, dona de casa, também pode doar o seu óleo. Divulgue para as pessoas na sua rua, para a sua comunidade e para seus amigos a importância da reciclagem. Junte-se a nós e contribua para o meio ambiente! Faça sua parte.
A natureza agradece!
DISQUE ÓLEO VEGETAL – (21)2260-3326; 7827-9446; 7827-9449
Leia mais: http://www.disqueoleo.com.br/aempresa/
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