Coloquei post novo lá no Roda de Leitura. Com esse feriado, não tivemos muitas produções de texto. Alguém indagou por que não há outros gêneros literários, onde estão os poemas, e tal. Achei graça, pois, minha intenção é o prazer do texto e não a obrigação de escrever.
Nas aulas de Gramática os alunos têm de aprender tantas regras, visando ao Vestibular. Embora eu tenha uma posição a respeito disso, não é sobre tal assunto que quero falar, mas sobre a liberdade de se ler um texto e pensar sobre ele. E, é claro, eu acredito que é perfeitamente normal nos espelharmos nos gênios que nos inspiram a escrever.
Vejo a preocupação de muitos blogueiros com o plágio, aliás, preocupação natural, é lógico, pois os louros da criação devem ser dos criadores. No entanto, nossos maiores escritores serviram-se de “cópias” para se inspirarem e, hoje, temos magníficas obras, de autores queridos e consagrados.
Veja alguns depoimentos:
“… o ato de escrever é uma seqüela do ato de ler. É preciso captar com os olhos as imagens das letras, guardá-las no reservatório que temos em nossa mente e utilizá-las para compor depois nossas próprias palavras. Aprendi que, quando se começa, plagiar não faz mal nenhum. Copiei descaradamente muitos escritores, Monteiro Lobato, Viriato Correa e outros; não se incomodaram com isso e copiar me fez muito bem.” Moacyr Scliar
“Todo mundo começa imitando alguém. É na vida. É nas artes. Não há mal nenhum. A leitura de um livro empolgante desperta o imediato desejo:
- Eu gostaria de escrever assim.
O primeiro romance que li inteiro foi “O Primo Basílio”, isso lá pelos 13ou 14 anos. Ao terminá-lo, decidi que, se me tornasse escritor, escreveria um livro igualzinho.” Luis Antonio de Assis Brasil
Portanto, quero que meus alunos se inspirem mesmo nos grandes autores, e que escrevam, se não tão bem quanto eles, pelo menos, bem parecido. Quanto aos que se inspiram em obras alheias sem os devidos créditos, isso, sim, é assunto para outro post. E deixo esta tarefa para os eles, os autores injustiçados.
fotos daqui e daqui
“… o ato de escrever é uma seqüela do ato de ler. É preciso captar com os olhos as imagens das letras, guardá-las no reservatório que temos em nossa mente e utilizá-las para compor depois nossas próprias palavras. Aprendi que, quando se começa, plagiar não faz mal nenhum. Copiei descaradamente muitos escritores, Monteiro Lobato, Viriato Correa e outros; não se incomodaram com isso e copiar me fez muito bem.” Moacyr Scliar
Uma mestra feminista e eco-consciente.








Que lindo está seu template!
Seu texto tem tudo a ver com meu pensamento. Afinal, quando a gente está na escola, aquela obrigação de entender tantas regras gramaticais acaba tirando um pouco do encanto de ler. Quanto se deixar inspirar por bons escritores, isso é básico, né não?
Com certeza, mas ainda existe essa obrigação.
beijo, menina
Começamos a copiar, quando aprendemos a viver, todo o aprendizado do ser humano é baseado na imitação. Aprendemos andar, falar, sorrir, tudo imitando os adultos.
Que bom, se tivéssemos só coisas boas para imitar. Talvez não sofrêssemos tanto.
Um beijo.
Vou lá.
A gente sofre pelas escolhas que faz, Aninha.
beijo, menina
Ficou lindo o template novo…super clean
Olha, me deu água na boca a compota ali embaixo, hein?!
beijinhos, depois volto com calma para ler os textos no roda de leitura. Passei só para deixar beijo e desejar bom feriado.
beijinho pra ti também, minha linda!
O Assis Brasil tem razão: a imitação é o ponto de partida no mundo animal. O problema é quando esquecemos de pertencer a esse mundo e nos julgamos superiores. Nessa hora, decidimos que somos auto-didatas e que a influência alheia não interfere nas nossas vidas.
É, a gente precisa de humildade, aí reside a genialidade.
abraço, garoto
Concordo com o que vc falou e o comentário da Anninha foi perfeito!
A vida é isso também, aprender com os outros, nos inspirar no outro.
beijos, sua amiga Vivi Amorim
Claro, Vivi, principalmente o que é bom.
beijo, menina
Denise,
Seu texto está corretíssimo. Todos nós começamos imitando. Se você for ler o primeiro livro de Graciliano, Caetés, verá que tem muita influência do Eça. Ele próprio reconhecia. É na imitação, na influência muitas vezes desapercebida, que aprendemos, criamos nosso próprio estilo.
Beijão
Concordo, Lord, todo artista tem seus ídolos inspiradores.
abraço, garoto
Os seus alunos têm sorte, vc é uma bela professora de português, parabéns!
beijos
Sei não…
beijo, menina
Denise, vou te contar uma coisa: Tive uma professora de português que me passou cola. Ela não entendia porque eu não sabia perguntar nada para o verbo. Tô até hoje sem resposta.
Eu era boa aluna e ela se divertia com as minhas redações. Escrevia tudo que vinha na cabeça e sem procurar nos livros se aquilo já havia sido dito ou não.
A gente lê tanta coisa que faz uma salada dentro da cabeça. Acho errado a cópia. O plágio que diz é inspiração, não é?
Não sei que autor deu uma entrevista e disse que, depois de publicado o texto, ele se torna de propriedade pública. Você escreve com intenção de melhorar o pensamento do outro e não para se vangloriar. O bom escritor é aquele que quer acima de tudo passar conhecimento e ensinar.
A escrita um veículo que carrega a alma das palavras.
Boa semana! Beijus
Ah,ah, lembrei do quadrinho da Mafalda: “O lixo enfeia a cidade”, quem é o sujeito? e Mafalda responde: “O prefeito!”, ah, ah! Essa de perguntar para o verbo nem sempre dá certo, né.
Claro que é inspiração, imitação, o que for. Escrever para os outros é de uma generosidade sem tamanho. Lindo isso.
beijo, menina
isso aqui ficou tao lindo!
tem tempo que nao passo aqui!!!!
aos poucos estou voltando …
grande abraco
tambem estou voltando aos poucos no
http://www.sheilamigas2.blogspot.com
Ah, bem-vinda, e não deixe de vir aqui, tá.
beijo, menina
[...] escritores como os gênios que nos inspiram; todavia, tendemos a copiá-los, simplesmente porque todo o aprendizado do ser humano é baseado [...]