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	<title>Comments on: Carinho contra violência</title>
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	<description>Tempestade e paixão</description>
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		<title>By: Mamy</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-617</link>
		<dc:creator>Mamy</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Mar 2007 12:03:11 +0000</pubDate>
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		<description>Denise, é exatamente isso que percebo no tratamento com os adolescentes infratores que passam lá no trabalho. Os que estão internados no Rio estão revoltados, bichos acuados, coisa feia de se ver... os que ficam internados em Volta Redonda, no CRIAM dirigido por uma pessoa que enxerga humanos a serem respeitados onde todo mundo só vê ameaça para sociedade, têm resgatados sua auto-estima e se recuperam muito mais facilmente. É claro que não são todos que reagem bem a um tratamento respeitoso. Mas quase a totalidade dos meninos submetidos à violência dos &quot;reformatórios&quot; da capital só responde com mais violência. A gente tem mesmo que fazer a nossa parte.

&lt;strong&gt;É o que disse pro Afonso: quem convive com eles diariamente percebe isso. É fato.
beijo, menina&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Denise, é exatamente isso que percebo no tratamento com os adolescentes infratores que passam lá no trabalho. Os que estão internados no Rio estão revoltados, bichos acuados, coisa feia de se ver&#8230; os que ficam internados em Volta Redonda, no CRIAM dirigido por uma pessoa que enxerga humanos a serem respeitados onde todo mundo só vê ameaça para sociedade, têm resgatados sua auto-estima e se recuperam muito mais facilmente. É claro que não são todos que reagem bem a um tratamento respeitoso. Mas quase a totalidade dos meninos submetidos à violência dos &#8220;reformatórios&#8221; da capital só responde com mais violência. A gente tem mesmo que fazer a nossa parte.</p>
<p><strong>É o que disse pro Afonso: quem convive com eles diariamente percebe isso. É fato.<br />
beijo, menina</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Maria Elena</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-616</link>
		<dc:creator>Maria Elena</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 22:20:52 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Denise,
Os tempos atuais sao outros. O mundo mudou e acho que o ensino e a ditatica em geral, deveria tambem muda tambem.. Mas isso é pano pra muitas mangas e enquanto nao chega lá...é bom saber que tem professores iguais voce, pra ajudar essa juventude rebelde e perdida.
Parabens e continue com o seu trabalho lindo.
bjos,
me

&lt;strong&gt;Não sei se estou ajudando no sentido pleno da palavra, apenas, ao mudar o modo de vê-los e tratá-los, percebi reciprocidade por parte deles. Quanto ao ensino, é outro assunto. Refiro-me a mudança de comportamento.
beijo, menina&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Denise,<br />
Os tempos atuais sao outros. O mundo mudou e acho que o ensino e a ditatica em geral, deveria tambem muda tambem.. Mas isso é pano pra muitas mangas e enquanto nao chega lá&#8230;é bom saber que tem professores iguais voce, pra ajudar essa juventude rebelde e perdida.<br />
Parabens e continue com o seu trabalho lindo.<br />
bjos,<br />
me</p>
<p><strong>Não sei se estou ajudando no sentido pleno da palavra, apenas, ao mudar o modo de vê-los e tratá-los, percebi reciprocidade por parte deles. Quanto ao ensino, é outro assunto. Refiro-me a mudança de comportamento.<br />
beijo, menina</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vivi</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-615</link>
		<dc:creator>Vivi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 21:11:03 +0000</pubDate>
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		<description>Querida Denise,
mais uma vez passo aqui nesse blog nota dez.
Na relação entre professor e aluno, o respeito entre ambos é fundamental.O carinho do professor com o aluno ajuda, sim (e vice-versa). Às vezes eu me surpreendo quebrando um comportamento agressivo e indelicado de um aluno, sendo gentil e carinhosa com ele. Não é fácil...mas eu venho tentando...e a cada dia que consigo algo positivo, é vitória!!!Vivi

&lt;strong&gt;Obrigada, Vivi, mas falta muito pra ser nota dez, e essa nem é minha pretensão, hehe. Não é fácil, eu sei, mas é possível.
beijo, menina&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Querida Denise,<br />
mais uma vez passo aqui nesse blog nota dez.<br />
Na relação entre professor e aluno, o respeito entre ambos é fundamental.O carinho do professor com o aluno ajuda, sim (e vice-versa). Às vezes eu me surpreendo quebrando um comportamento agressivo e indelicado de um aluno, sendo gentil e carinhosa com ele. Não é fácil&#8230;mas eu venho tentando&#8230;e a cada dia que consigo algo positivo, é vitória!!!Vivi</p>
<p><strong>Obrigada, Vivi, mas falta muito pra ser nota dez, e essa nem é minha pretensão, hehe. Não é fácil, eu sei, mas é possível.<br />
beijo, menina</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: aninha-pontes</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-614</link>
		<dc:creator>aninha-pontes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 10:33:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.brblog/?p=211#comment-614</guid>
		<description>Denise, nos ví agora sentados em uma conversa sem fim, teríamos tanto assunto que uma noite seria pouco.
Sim porque o Lord, e o Afonso já me mostraram que podemos ter um bom papo.
Na verdade, eu concordo com o que o Afonso disse sobre respeito, o exemplo de tratamento de &quot;Senhor e Senhora&quot;,é só um exemplo.
O que falta, o que está cada dia mais escasso é o respeito, parece não tem mais importância, que isso é coisa do passado.
Você é respeitada por eles, porque acima de tudo voce os respeita, vc respeita a condição miserável de vida que eles têm. O amor que vc dá à eles, volta prá vc em forma de amor.
sabemos que muitas vezes a coisa pode até fugir do controle, e ter um percalço qualquer, mas será muito mais difícil. E olha estou dizendo isso, até com um certo conhecimento. O que o Valter está contando nos posts dele, é real, vivemos tudo isso.
Muitos garotos que estudavam na mesma sala dos meus filhos, cresceram ali, na nossa  porta, brincavam juntos, já morreram, ou estão enfurnados em celas nojentas de um presídio qualquer.
Sempre moramos no meio deles, felizmente conseguimos fazer com nossos filhos separassem as coisas, e ficasse apenas como expectador. Foi fácil? Claro que não, mas os nossos filhos tinham o que quase todos eles não tinha: Amor e respeito.
Bom, vamos deixar isso prá uma roda de conversa né?
Beijos

&lt;strong&gt;É, Aninha, mas mesmo assim, com amor e respeito, muitos fazem escolhas erradas. Ou por buscar fugir de algo que os oprime, pensando que a droga pode aliviá-lo, e acabam viciados, ou por ver no dinheiro rápido a saída para o que a sociedade lhes nega, a oportunidade. Nada pode justificar a violência, mas que precisamos procurar ver neles uma pessoa que está de alguma forma violentada 24 horas por dia, ah, isso é fato.
beijo, menina&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Denise, nos ví agora sentados em uma conversa sem fim, teríamos tanto assunto que uma noite seria pouco.<br />
Sim porque o Lord, e o Afonso já me mostraram que podemos ter um bom papo.<br />
Na verdade, eu concordo com o que o Afonso disse sobre respeito, o exemplo de tratamento de &#8220;Senhor e Senhora&#8221;,é só um exemplo.<br />
O que falta, o que está cada dia mais escasso é o respeito, parece não tem mais importância, que isso é coisa do passado.<br />
Você é respeitada por eles, porque acima de tudo voce os respeita, vc respeita a condição miserável de vida que eles têm. O amor que vc dá à eles, volta prá vc em forma de amor.<br />
sabemos que muitas vezes a coisa pode até fugir do controle, e ter um percalço qualquer, mas será muito mais difícil. E olha estou dizendo isso, até com um certo conhecimento. O que o Valter está contando nos posts dele, é real, vivemos tudo isso.<br />
Muitos garotos que estudavam na mesma sala dos meus filhos, cresceram ali, na nossa  porta, brincavam juntos, já morreram, ou estão enfurnados em celas nojentas de um presídio qualquer.<br />
Sempre moramos no meio deles, felizmente conseguimos fazer com nossos filhos separassem as coisas, e ficasse apenas como expectador. Foi fácil? Claro que não, mas os nossos filhos tinham o que quase todos eles não tinha: Amor e respeito.<br />
Bom, vamos deixar isso prá uma roda de conversa né?<br />
Beijos</p>
<p><strong>É, Aninha, mas mesmo assim, com amor e respeito, muitos fazem escolhas erradas. Ou por buscar fugir de algo que os oprime, pensando que a droga pode aliviá-lo, e acabam viciados, ou por ver no dinheiro rápido a saída para o que a sociedade lhes nega, a oportunidade. Nada pode justificar a violência, mas que precisamos procurar ver neles uma pessoa que está de alguma forma violentada 24 horas por dia, ah, isso é fato.<br />
beijo, menina</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: lord broken pottery</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-613</link>
		<dc:creator>lord broken pottery</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 20:00:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.brblog/?p=211#comment-613</guid>
		<description>Denise,
Gostar de gente é fundamental para que se possa ensinar. Percebo o amor que você tem pelos seus alunos. Nada é mais importante.
Beijo

&lt;strong&gt;&quot;O amor cobre todas as transgressões e o ódio excita contendas&quot;. Se não aprenderem Português, pelo menos aprendem que há uma esperança se fizer a escolha certa.
abraço, garoto&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Denise,<br />
Gostar de gente é fundamental para que se possa ensinar. Percebo o amor que você tem pelos seus alunos. Nada é mais importante.<br />
Beijo</p>
<p><strong>&#8220;O amor cobre todas as transgressões e o ódio excita contendas&#8221;. Se não aprenderem Português, pelo menos aprendem que há uma esperança se fizer a escolha certa.<br />
abraço, garoto</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Jan</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-612</link>
		<dc:creator>Jan</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 17:59:14 +0000</pubDate>
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		<description>Para mim o carinho e o amor são a base de tudo de bom que pode haver nesta vida, combatem não só a violência, mas todo tipo de mal, isso Jesus já nós ensinou muito bem, né amiga?! Olha obrigada por me citar lá no blog sobre seus vícios de blogar e comer chocolate...sabe que eu também sofro com esses vícios ;)?. Um cheiro nesse coração lindo.

&lt;strong&gt;São hábitos deliciosos que nos  fazem mais bem do que mal, né. Vício é algo pernicioso que destrói a mente e a alma e leva o corpo pro inferno.
Citar você é um prazer. Você é uma alegria só, Koukla.
beijo, menina&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para mim o carinho e o amor são a base de tudo de bom que pode haver nesta vida, combatem não só a violência, mas todo tipo de mal, isso Jesus já nós ensinou muito bem, né amiga?! Olha obrigada por me citar lá no blog sobre seus vícios de blogar e comer chocolate&#8230;sabe que eu também sofro com esses vícios <img src='http://drang.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> ?. Um cheiro nesse coração lindo.</p>
<p><strong>São hábitos deliciosos que nos  fazem mais bem do que mal, né. Vício é algo pernicioso que destrói a mente e a alma e leva o corpo pro inferno.<br />
Citar você é um prazer. Você é uma alegria só, Koukla.<br />
beijo, menina</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Lou Salomé</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-611</link>
		<dc:creator>Lou Salomé</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 15:20:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.brblog/?p=211#comment-611</guid>
		<description>Olá, Denise! Sabe, Freud dizia que educar, assim como psicanalizar/curar e governar, são três profissões impossíveis. Não porque ele quisesse desvalorizar essas profissões, ao contrário. Ele diz que para elas era preciso arte. Acho que a arte a que se referia é a de conhecer o universo do outro, se abrir para esse universo, escutar, mergulhar nele. Pelo seu texto, fica claro que é isso que estão fazendo no centro de estudos. Eu me lembro até hoje dos professores carinhosos que tive na infância e ainda me sinto às vezes em dívida com eles. Dos outros, não lembro, não... Beijos

&lt;strong&gt;Lou, que bom vê-la por aqui! É verdade, nem todos os professores têm a mesma visão. Acredito que meu colega deve ter tido uma experiência bem ruim com esses meninos. Carinho e atenção, no meu caso, já até me livrou de ser assaltada, pelo simples fato de eu dizer para aquele menino &quot;doidão&quot; que ele era meu aluno. Me pediu desculpas, devolveu-me as chaves do carro e me acompanhou até a porta de onde eu ia...
beijo,menina&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Denise! Sabe, Freud dizia que educar, assim como psicanalizar/curar e governar, são três profissões impossíveis. Não porque ele quisesse desvalorizar essas profissões, ao contrário. Ele diz que para elas era preciso arte. Acho que a arte a que se referia é a de conhecer o universo do outro, se abrir para esse universo, escutar, mergulhar nele. Pelo seu texto, fica claro que é isso que estão fazendo no centro de estudos. Eu me lembro até hoje dos professores carinhosos que tive na infância e ainda me sinto às vezes em dívida com eles. Dos outros, não lembro, não&#8230; Beijos</p>
<p><strong>Lou, que bom vê-la por aqui! É verdade, nem todos os professores têm a mesma visão. Acredito que meu colega deve ter tido uma experiência bem ruim com esses meninos. Carinho e atenção, no meu caso, já até me livrou de ser assaltada, pelo simples fato de eu dizer para aquele menino &#8220;doidão&#8221; que ele era meu aluno. Me pediu desculpas, devolveu-me as chaves do carro e me acompanhou até a porta de onde eu ia&#8230;<br />
beijo,menina</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: D. Afonso XX o Chato</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-610</link>
		<dc:creator>D. Afonso XX o Chato</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 12:52:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.brblog/?p=211#comment-610</guid>
		<description>Não posso falar, pois sou de um tempo em que se chamava professor de &quot;senhor&quot; (ou senhora). A permissividade também é culpa das &quot;tias&quot; e das &quot;fessoras&quot; que acham isso &quot;bonitinho&quot;. E dos pais. Sim, sempre deles, pois não educam os filhos para tratarem os mais velhos, os professores, os estranhos, com &quot;senhoria&quot;. Diminuir a &quot;distância&quot; entre aluno e professor eliminou o RESPEITO, tão necessário numa relação, seja ela qual for. Outro grande culpado é o cursinho. Na sua ânsia performática, os professores de cursinhos transformaram a figura do professsor na de um amiguinho de classe. E com amiguinhos fazemos qualquer coisa. A solução está na própria categoria: um movimento nacional que revitalize o respeito em sala de aula. Mas parece que essa categoria é mais uma desunida, que só se junta para pedir aumento de salário. Pra quem não podia falar... hehehe bjs

&lt;strong&gt;Afonso, vivo as duas realidades: alunos que têm família, casa, educação, valores, carinho, atenção, têm dinheiro, computador, bens materiais e emocionais; e tenho também, alunos que sequer conhecem os pais, vivem em favelas, desprovidos de bens materiais e afetivos, muitos reféns do movimento, convivendo com toda sorte de adversidade e violência, das quais são vítimas e reprodutores. É deste último grupo que falo no post, porque, falar sobre o problema é uma coisa, e conviver com eles é outra. Já fui muito dura, exigente, &quot;bati de frente&quot; muitas vezes, com alunos violentos, e nunca tive nenhum resultado positivo. A vida me ensinou que o acolhimento e o respeito independem de ser tratada por senhora ou outra convenção social. Hoje, meus alunos me ouvem. Me respeitam. E eu olho pra eles e sinto esse afeto de que lhe falei. Teoria é uma coisa. Prática é outra. Não estou apontando soluções, pois não acredito que ela seja fácil de se encontrar. Apenas luto com meus moinhos de vento. A truculência que a sociedade quer reproduzir representa, pra mim, igualar-se ao nível medieval de bárbaros adeptos do olho por olho , dente por dente.
abraço, garoto&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não posso falar, pois sou de um tempo em que se chamava professor de &#8220;senhor&#8221; (ou senhora). A permissividade também é culpa das &#8220;tias&#8221; e das &#8220;fessoras&#8221; que acham isso &#8220;bonitinho&#8221;. E dos pais. Sim, sempre deles, pois não educam os filhos para tratarem os mais velhos, os professores, os estranhos, com &#8220;senhoria&#8221;. Diminuir a &#8220;distância&#8221; entre aluno e professor eliminou o RESPEITO, tão necessário numa relação, seja ela qual for. Outro grande culpado é o cursinho. Na sua ânsia performática, os professores de cursinhos transformaram a figura do professsor na de um amiguinho de classe. E com amiguinhos fazemos qualquer coisa. A solução está na própria categoria: um movimento nacional que revitalize o respeito em sala de aula. Mas parece que essa categoria é mais uma desunida, que só se junta para pedir aumento de salário. Pra quem não podia falar&#8230; hehehe bjs</p>
<p><strong>Afonso, vivo as duas realidades: alunos que têm família, casa, educação, valores, carinho, atenção, têm dinheiro, computador, bens materiais e emocionais; e tenho também, alunos que sequer conhecem os pais, vivem em favelas, desprovidos de bens materiais e afetivos, muitos reféns do movimento, convivendo com toda sorte de adversidade e violência, das quais são vítimas e reprodutores. É deste último grupo que falo no post, porque, falar sobre o problema é uma coisa, e conviver com eles é outra. Já fui muito dura, exigente, &#8220;bati de frente&#8221; muitas vezes, com alunos violentos, e nunca tive nenhum resultado positivo. A vida me ensinou que o acolhimento e o respeito independem de ser tratada por senhora ou outra convenção social. Hoje, meus alunos me ouvem. Me respeitam. E eu olho pra eles e sinto esse afeto de que lhe falei. Teoria é uma coisa. Prática é outra. Não estou apontando soluções, pois não acredito que ela seja fácil de se encontrar. Apenas luto com meus moinhos de vento. A truculência que a sociedade quer reproduzir representa, pra mim, igualar-se ao nível medieval de bárbaros adeptos do olho por olho , dente por dente.<br />
abraço, garoto</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: valter ferraz</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-609</link>
		<dc:creator>valter ferraz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 12:16:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.brblog/?p=211#comment-609</guid>
		<description>Denise, se o Boka e o Guguinha tivessem te conhecido, talvez não fossem personagens de minhas estórias.
Mas fazer o quê? todos temos noso karma, o deles matar, roubar e morrer, o teu ensinar a viver através do amor, da compreensão e do carinho e o meu talvez seja só o de contar aos outros o que eu vejo e escuto.
Um beijo grande para você

&lt;strong&gt;Não sei ,não, Valter. Como falei pro Afonso, não tenho soluçoes pra violência, apenas aponto um caminho, mas muitos caíram nestes anos todos. Fiz um post esses dias sobre mais um de meus alunos que tombaram vítimas da violência em que estão diretamente envolvidos. Acho que a escolha eles fazem, as oportunidades é que são muito desiguais.
abraço, garoto&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Denise, se o Boka e o Guguinha tivessem te conhecido, talvez não fossem personagens de minhas estórias.<br />
Mas fazer o quê? todos temos noso karma, o deles matar, roubar e morrer, o teu ensinar a viver através do amor, da compreensão e do carinho e o meu talvez seja só o de contar aos outros o que eu vejo e escuto.<br />
Um beijo grande para você</p>
<p><strong>Não sei ,não, Valter. Como falei pro Afonso, não tenho soluçoes pra violência, apenas aponto um caminho, mas muitos caíram nestes anos todos. Fiz um post esses dias sobre mais um de meus alunos que tombaram vítimas da violência em que estão diretamente envolvidos. Acho que a escolha eles fazem, as oportunidades é que são muito desiguais.<br />
abraço, garoto</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: aninha-pontes</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2007/03/carinho-contra-violencia/comment-page-1/#comment-608</link>
		<dc:creator>aninha-pontes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 10:43:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.brblog/?p=211#comment-608</guid>
		<description>Denise minha querida,é de pessoas como você que eles precisam, não digo nem dos mestres, mas da pessoa mesmo.
Como esperar doçura de um coração que só encontra pedras e espinhos?
Mas o amor desarma, ele derruba qualquer argumento.
Não há como responder com ódio, uma ação de puro amor. E é isso que voce tem feito com eles e por eles.
Vá em frente!
És iluminda, está no caminho certo.
Beijos querida.

&lt;strong&gt;Eu só quero que eles entendam que nem tudo é violência. Tenho um aluno que chegou no ano passado, muito agressivo e de difícil convivência. Bati de frente com ele várias vezes. Depois que a vida me deu uma rasteira, mudei meu modo de ver a violência e os &quot;violentos&quot; e passei a tratá-lo, e aos outros também, com mais humanidade, tolerência, carinho. No fim do ano, durante as comemorações, esse mesmo aluno, na hora das fotos, me abraça e pede pra tirar a foto ao meu lado. Precisa dizer mais.
beijo, menina&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Denise minha querida,é de pessoas como você que eles precisam, não digo nem dos mestres, mas da pessoa mesmo.<br />
Como esperar doçura de um coração que só encontra pedras e espinhos?<br />
Mas o amor desarma, ele derruba qualquer argumento.<br />
Não há como responder com ódio, uma ação de puro amor. E é isso que voce tem feito com eles e por eles.<br />
Vá em frente!<br />
És iluminda, está no caminho certo.<br />
Beijos querida.</p>
<p><strong>Eu só quero que eles entendam que nem tudo é violência. Tenho um aluno que chegou no ano passado, muito agressivo e de difícil convivência. Bati de frente com ele várias vezes. Depois que a vida me deu uma rasteira, mudei meu modo de ver a violência e os &#8220;violentos&#8221; e passei a tratá-lo, e aos outros também, com mais humanidade, tolerência, carinho. No fim do ano, durante as comemorações, esse mesmo aluno, na hora das fotos, me abraça e pede pra tirar a foto ao meu lado. Precisa dizer mais.<br />
beijo, menina</strong></p>
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