A morte torna a vida tão importante!
“A morte é que escreve sobre nós – desde que nascemos ela vai elaborando conosco o nosso roteiro. Ela é a grande personagem, o olho que nos contempla sem dormir a voz que nos convoca e não queremos ouvir, mas pode nos revelar muitos segredos. O maior deles há de ser:a morte torna a vida tão importante!
Porque vamos morrer precisamos dizer hoje que amamos…
Fazer hoje o que desejamos tanto, abraçar hoje o filho ou o amigo. Temos de ser decentes hoje, generosos hoje … devíamos tentar ser felizes hoje. A morte não nos persegue: apenas espera, pois nós é que corremos para o colo dela. O modo como vamos chegar lá é coisa que podemos decidir em todos os anos de nosso tempo.
O melhor de tudo é que ela nos lembra da nossa transcendência.
Somos mais que corpo e ansiedade: somos mistério, o que nos torna maiores do que pensamos ser – maiores do que os nossos medos. Quando se aproxima dessa zona do inaudito, o amor tem de se curvar: com dor, com terror, submete-se a essa prova maior. Começa a ser ternura; aproxima-se de alguma coisa chamada permanência.
Se acreditamos que viver é só comer, trabalhar, transar, comprar e pagar conta…
… a morte da pessoa amada será desespero sem remissão. Não nos conformamos, não acreditamos em mais nada. Mas se tivermos alguma visão positiva do todo do qual faz parte a indesejada, insondável mas inevitável transformação na morte, depois de algum tempo o amado acomoda-se de outro jeito em nós: continua parte da nossa realidade. Está transfigurado, porém ainda existe.”
Lya Luft, em Perdas e Ganhos
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DE, uma boa reflexão sobre o tema. A gente com medo dela, sempre procuramos não pensar na possibilidade mas parodiando Guimarães Rosa, “viver é perigoso”. De nada adianta não pensarmos na morte, ela é inevitável.
Com o tempo só temos da pessoa querida que se foi, uma gostosa lembrança que já não nos fazem sofrer.
Fica com Deus,
Um beijo
valter ferraz | Homepage | 12.12.06 – 3:54 am | #
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Antes temia a morte, agora como convivo com ela no trabalho já não me assusta tanto assim. é a única certeza que tenho na minha vida, a que dia um dia morrerei. procuro viver todos os dias como se fosse o ultimo desde a perda de uma irmã jovem e minha melhor amiga. A sorte é que sei que ela esta bem onde esta, acho que nós que ficamos é que sofremos mais.
Como diz o Gonzaguinha, ninguem quer a morte só saúde e sorte.
Procuro dar amor as pessoas que me rodeiam e dizer o quanto as quero bem, para que elas saibam caso eu morra amanhã.
Beijos Linda
Elizabeth | Homepage | 12.12.06 – 7:36 am | #
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A proximidade com a morte, acho que nos faz melhores.
Viver cada dia, dando graças pela vida, sabendo enxergar cada pequena coisa, como se fosse a melhor coisa do mundo.
A morte em sí, não nos apavora, não a mim, mas o medo da perda de um ente querido, isso machuca só de pensar, somos humanos demais para aceitar uma separação tão drástica.
O nosso carinho prá vc.
Um beijão
aninha-pontes | Homepage | 12.12.06 – 2:56 pm | #
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Muito bom saber de ti, Denise. Durante muito tempo eu em vao te procurei, mas pensava: é necessário refletir, dar-se um tempo, e eu torcia muito.
Que lindo post.
Um abraco muito grande pra ti, com carinho
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