Quando dizemos que temos “química” por alguém, talvez estejamos literalmente certos… Segundo pesquisadores, nosso cérebro ativa substâncias responsáveis pela atração entre os seres. Pensamos que escolhemos nossa “cara-metade”? Nananinanão! Pasmem!
Razão, fantasia, emoção e aprendizagem x o dia a dia afetivo do ser humano
Segundo pesquisas, “os neurotransmissores cumprem uma função indispensável na ativação do impulso sexual. Os cientistas conhecem a feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la à paixão. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.
Uma teoria dos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque sugeriu que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina, e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.
Há um limite de tempo para homens e mulheres se sentirem apaixonados?
Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, os “seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses”. Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que a paixão possui um “tempo de vida” longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança.
A pesquisadora identificou algumas substâncias responsáveis pelo amor-paixão: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos – e toda a “loucura” da paixão desvanece gradualmente – a fase de atração não dura para sempre.
O casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor – companheirismo, afeto e tolerância, e permanece junto. “Isto é especialmente verdadeiro quando filhos estão envolvidos na relação”, diz a Dra. Hazan.
Homens volúveis? Quem disse?
Os pesquisadores afirmam que “os homens parecem ser mais susceptíveis à ação dessas substâncias. Eles se apaixonam mais rápida e facilmente que as mulheres. E a Dra. Hazan é categórica quanto ao que leva um casal a se apaixonar e reproduzir: “graças à intensidade da ilusão romanceada, achamos que escolhemos nossos parceiros; mas a verdade é conhecida até mesmo pelos zeladores dos zoológicos: a maneira mais confiável de se fazer com que um casal de qualquer espécie reproduza é mantê-los em um mesmo espaço durante algum tempo”.
Ainda há quem acredite que homens e mulheres possam se amar e viver felizes para sempre…














É um assunto muito complicado de se dar falar, acho que o importante é aproveitar os momentos que se está feliz, eu tenho conseguido há 30 anos, claro que nem todos os momentos foram perfeitos, mas no balanço das coisas, ainda está pesando mais o lado de querermos estar juntos.
bjs. cuide-se
Ana Pontes | Homepage | 03.26.06 – 7:14 am | #
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Já havia lido sobre o “tempo da paixão” e tenho certeza que os cientistas estão absolutamente certos.
Paixão é sentimento efêmero tem tempo para terminar, porém tenho certeza que um casal possa se amar e viver feliz para sempre, pois quando a paixão acaba dá lugar a outros sentimentos que já estão enraizados; como vc bem disse, amizade e companheirismo e nem sempre a união é mantida por causa dos filhos, muitas vezes o casal se completa e realmente gosta de estar junto.
Estar apaixonado é algo indescritível, mas ter uma pessoa do seu lado que te complete mesmo que já não exista mais o fogo da paixão é fundamental.
Bom domingo, beijos De.
Lucia Villa Real | Homepage | 03.26.06 – 8:23 am | #
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Eu sabia que havia “algo” diferente em mim. Não é possível alguém manter-se apaixonado(e pela mesma pessoa)por trinta!anos seguidos me ainda ser normal. Eu sabia. Agora a Denise juntamente com esses pesquisadores desvendou o mistério. Tenho altíssimas concentrações dessas substâncias em meu organismo, sou assim umhomem-bomba, quase um perigo ambulante e constantemente sinto toda essa concentração química circulando pelo corpo, latente, pedindo para extrapolar. Hoje por exemplo, sinto-me mais apaixonado que em outros dias. Agora vou ficar tranquilo, a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo, sou sim anormal, num mundo em que dizer-se apaixonado, soa como um crime inafiançável.
Beijo, obrigado pelo esclarecimento e desejo violentas e arrebatadoras paixões para vocês.
valter Ferraz | Homepage | 03.26.06 – 10:26 am | #
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Já tinha ouvido falar sobre o que vc escreveu nesse post…toda paixão de inicio de relacionamentos realmente muda com o tempo,mas algumas são eternas…
Acredito que quando estamos juntos com alguém que realmente amamos e por muito tempo algumas coisas mudam para melhor mesmo que a paixão inicial não “queime” da mesma maneira…
Que o amor seja eterno enquanto dure
Janaina | Homepage | 03.26.06 – 3:19 pm | #
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Menina, pegou na veia agora, hein?
Olha, eu defendo a opinião de que o amor romântico – esse que diz felizes para sempre e eternos apaixonados – é uma ilusão, uma criação histórica, gerado e vindo à luz na Idade Média. O que é muito diferente de paixão, desejo, de estar apaixonado, encantado, enamorado de uma pessoa. Só que isso não dura para sempre. Embora a ilusão humana seja sempre a de que dure, porque somos sempre incompletos. Quem não quer viver para sempre como se fosse na barriga de mamis, pleno e completo? Quando nos apaixonamos, vislumbramos essa miragem. Mas saber de tudo isso não me impede de me apaixonar, de amar. Acho que a escolha, num casamento que se pretende eterno, deve ser a do companheirismo, do compromisso e não da paixão, porque ela acaba. Achei o máximo você tratar desse assunto e, sinceramente, corajoso.
Beijos
Lou Salomé | Homepage | 03.26.06 – 9:32 pm | #
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O amor é como o mar, vem em ondas.Ondas que vão é vêm, formando as marés, que se alternam num movimento contínuo, com vida e rítmo próprios. A paixão vaga enorme que varre as praias e no refluxo leva um pouco do que encontrou e renova tudo à sua volta. Paixão e amor não são estranhos, são diferentes na sua forma de ir e vir, mas têm a mesma origem, o coração humano.
valter Ferraz | Homepage | 03.27.06 – 6:19 am | #
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Talvez seja por isso que eu e tantas outras mulheres optam por estar sozinhas. Acho que estamos apegadas àquela idéia de que o fogo da paixão é duradouro. E encontrar o companheiro, o cúmplice, é tarefa pra lá de difícil. Não impossível eu sei. A prova é que muitos casais continuam juntos numa parceria incrível.
beijo em todos
denise | Homepage | 03.27.06 – 2:46 pm | #
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E quando a paixão terminou descobri que estava numa fria, fui enganada pelos meus neurotransmissores.
Elizabeth jonsson | Homepage | 03.27.06 – 2:52 pm | #
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OLá!
Adorei o post
Beijinhos
Patrícia Olesen da Fonsêca | Homepage | 03.27.06 – 2:59 pm | #
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Acho Denise que o mais importante é não ter a pretensão de que tudo seja eterno, afinal nem nós mesmos o somos, é ir trilhando pelos caminhos que nos aparecem, driblando o que de ruim aparece, e sempre usar a inteligência para que dure aquilo que é bom prá gente.
bjs
Ana Pontes | Homepage | 03.27.06 – 6:08 pm | #
Valter Ferraz…arrebentou no seu comentário…Quem dera o encontrasse no caminho da minha vida. Abraços !!! Amei…Literalmente.
Dizem que a gente nunca esquece um amor… Só consegue lembrar dele sem chorar.
É verdade. Sem choro nem vela.
beijo, menina