21 comentários para “Agradecer uma cantada?!”

  1. Aisla Araújo

    Pois é… essa questão de cantadas, segundo uma colega, é pessoal. Tem gente que gosta e tem gente que não gosta… Tá…tá…tá…
    O problema é que, por vivência, escuto mais coisas do tipo: “Nossa que mala(bunda) gostosa!” do que: “Nossa, excelente profissional. Ótima oratória dela, você viu?”.
    Falo isso porque presenciei hoje. Num evento hoje pela manhã um homem palestrou e depois uma mulher. O comentário das mulheres foi: “Como ele fala bem em público, prendeu a atenção de todo mundo!” Comentário dos homens: “Caramba, hoje ela estava gostosa… nossa como eu queria %@#$@%T@#$@¨*¨*(¨&.”.
    Entendeu o que acontece?
    Pois é! Outro ponto, durante minha vida profissional convivi 90% do tempo com homens. Tirando alguns poucos, quando uma mulher rejeita as cantadas (“Oh delícia, vem pro papai!”, “Nossa como você é gostosa, toda de branquinho assim….hummm…”, “bla bla bla”) geralmente eu os escutava (considero aqui vários grupos de homens, não somente um.) dizerem coisas do tipo: “Oh mulher metida viu… mas eu sei como deixá-la boazinha é só colocá-la de @#%@# e %@$%@#$# até sangrar. Aí quero ver ela me ignorar!” Essa foi a pior… e aí vem as clássicas: “Só pode ser mal comida mesmo!”, “Depois diz que falta homem, nem olha.” “Nossa, aquela alí deve ser puta. Pra ela te dar moral só mostrando a grana…” Ok… Há quem goste disso… Fazer o que…

    1. @deniserangel

      Aisla,
      O mais chocante é que o homem se sente ofendido se a mulher não aceita a cantada. E parte pra grosseria. Não concebo a ideia de mulheres gostarem disto. Se elas, alguma vez, rejeitarem o galanteio, perceberão como o gentil se tornará um grosseirão em segundos.
      Esta questão de o homem ser avaliado por seus atributos, que não os físicos, foi muito forte na ocasião da posse de Dilma, em que as mulheres eram julgadas pela beleza ou pela falta dela.
      beijo, menina

  2. Sybylla

    Quando eu recebo um, eu nem ligo. Não olho, não respondo, fico na minha. Não vou brigar por isso, mas me sinto muito incomodada por esse tipo de galanteio de gente que não me conhece, nunca me viu e provavelmente nunca mais me verá. Se estamos andando na rua não é para sermos avaliadas como se estivéssemos num açougue.

    Foi como dito no texto, prefiro receber elogios dos meus amigos e pessoas queridas do que qualquer um na rua que acha que tem direito de falar o que lhe der na telha. Acho que a única diferença entre andar nas ruas por aqui e andar nas ruas do Afeganistão seja a burka, pois o preconceito com o gênero é o mesmo.

    Abraço!

    1. @deniserangel

      Exatamente, Sybylla,
      esta tão propagada liberdade é demagogia. A mulher sempre será tratada como objeto para desfrute do homem, e, se ela se rebelar é humilhada. Temos, sim, de não nos deixarmos subjugar pelo machismo.
      beijo, menina

  3. Clara

    Eu acho que depende da situação e da cantada, se for na rua, me sinto constrangida, já se for uma cantada no meio de uma conversa com um cara legal que acabei de conhecer, por exemplo, quando o cara diz que sou inteligente por algum comentário que fiz, ou algo assim, eu gosto, me sinto bem.

    1. @deniserangel

      Neste caso, Claro, já conheceu a pessoa, e ela está sendo educada, elogiando uma qualidade sua. Caso ele dissesse que você é gostosa ou algo parecido, a reação ainda seria confortável?
      beijo, menina

  4. Allan

    Estupidez. (respondendo à sua pergunta no final do post)

    Nunca cantei ninguém, acho grosseiro e incoveniente. Se os olhares se cruzam e a linguagem corporal expõe interesse, pode haver uma aproximação consensual. Acho deprimente as cantadas grosseiras e já ri muito por cantadas inteligentes, mas acredito que ninguém se deixa seduzir por apenas uma cantada.

    1. @deniserangel

      Allan,
      surpreendo-me a cada vez que um homem abomina tal comportamento. Felizmente, há os que são humanos, no sentido mais profundo da palavra. Tratar o outro com respeito ou dignidade, é, no mínimo, humanidade.
      Obrigada por compartilhar seu ponto de vista. Conhecendo-o, e vindo de você, não poderia ser diferente.
      abraço, garoto

  5. Sharon Caleffi

    Denise,

    a tirinha é do mulher de 30: http://mulhertrinta.blogspot.com/

    eu também não gosto de receber cantada na rua, me sinto invadida, fico irritada.

    1. Denise Rangel

      Obrigada, Sharon
      Já pus o crédito da imagem.
      Você é das minhas: irrito-me, mesmo que seja um elogio, porque vem de um estranho. Se fosse normal elogiar estranhos na rua, por que os homens não elogiam outro homem? É uma questão puramente sexual.

      beijo, menina

  6. Diê

    Denise, pergunta interessante, né? Eu não curto cantada. Eu me sinto bem com o que eu penso de mim mesma, sem me importar muito com a avaliação da minha aparência física vindo de uma pessoa que eu nem conheço. Ou seja, minha autoestima não é medida pelo o que os outros dizem de mim, mas do que eu mesma penso sobre mim. Além disso, aprendi a valorizar o que está dentro, a personalidade da pessoa.
    Curioso o que o autor da cantada se sinta desconfortável ou mesmo ofendido com a recusa da mulher, né? Pois os homens têm muito a aprender e seu texto ajuda nesse processo.
    Obrigada.
    Abraço. Diê

    1. denise rangel

      Diê, eles não aprendem, pois já trazem esta “tradição” enraizada neles. Felizmente, há homens que respeitam o direito da mulher não ser molestada na rua.
      beijo, menina

      1. Diê

        Denise,
        eles aprendem, assim como aprenderam a ser machistas. A aprendizagem de um homem liberto das condicionantes machistas consome tempo, exige experiências e necessita de boas leituras. Um texto como o seu, singelo, é um alento para esse processo. Por isso, eu repito: obrigada! Diê

  7. Luma

    Ser cantada por quem estamos a fim, é ótimo! Se sou cantada na rua por desconhecido, não gosto! Ah, já me disseram que homem inteligente não dá cantada! Engraçado, foi dito por um homem inteligentíssimo e ele falou daquele jeito olhando bem dentro dos olhos, sabe? Bem, até hoje não sei se aquilo foi uma cantada! 😀

    1. denise rangel

      Luma,
      Neste caso específico, se é alguém por quem se está a fim, então é paquera, não cantada. As abordagens feitas por desconhecidos é que não são bem-vindas, para a maioria das mulheres.
      beijo, menina

  8. Maria da Guia

    Há muitos anos (coloca anos nisso), eu devia ter uns 16 ou 17 anos, estava voltando da escola para pegar a condução e, como ficava distante da escola, passava por algumas ruas onde adolescentes brincavam de bola. Um dos garotos (que todos os dias jogava bola naquela rua) começou a assoviar, eu fiz de conta que não era comigo. Ele começou a dizer: “Não vai olhar não, é?”, “Está pensando o quê? Que está com essa bola toda? Não está não”. Apesar da pouca idade, achei bem engraçada aquela situação, então nunca mais fiz de conta que não era comigo, mesmo que seja só um olhar, eu retribuo.

  9. Bia Largattos

    Cantada: Invasão e desrespeito.

    Os homens fazem isso pensando (apenas) neles próprios.

    É uma forma, deselegante, diga-se, de expor aos sete ventos o quanto são “homens”. Quando essa tentativa é frustrada, ficam com raivinha e dão chilique. Exalam insegurança.

    Bia Largattos

  10. Fiu! Fiu!? | Sturm und Drang!

    […] indignação feminista estava à flor da pele. Não considero normal que uma mulher, ao sair à rua, tenha de ouvir […]

  11. Daniel

    Como se elas não cantassem nenhum homem, porque elas querem só a nata da sociedade, não importa se elas são as piores, elas sempre vão querer os melhores, nunca se enxergam.
    Quem vê compra, vendem imagem não condizente com seu caráter.

    O problema todo tá na cabeça delas, as determinadas e inteligentes já se desprenderam desse pudor de falsa puritana e assumem sua posição na sociedade como trabalhadora e que conquista o parceiro que deseja sem ter medo de ser taxada.

    A falsa santa questiona porque o bom partido esta galanteando a desprovida de qualidades.

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